Embora tenha uma legislação rígida, a comercialização de remédios pela internet pode representar parte significativa do faturamento de um estabelecimento.

A internet está substituindo o papel do telefone nas compras a distância. Se antes o serviço de entrega tinha como base um número de telefone, cada vez mais ele vem sendo substituído pela comodidade da compra online. Entre as vantagens proporcionadas por essa nova forma de comprar de casa estão a possibilidade de pesquisar preços, de ler a bula de um medicamento e até de buscar produtos similares.

No entanto, por se tratar de produtos que requerem cuidado especial tanto na utilização pelo consumidor final quanto nas etapas anteriores (produção, armazenamento e distribuição), a venda de remédios pela internet é totalmente regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para comercializar esse tipo de produto é preciso atender algumas exigências:

ter loja física;
disponibilizar um farmacêutico online que possa tirar dúvidas dos clientes sobre posologia e interações medicamentosas.

Além disso, de acordo com a RDC nº 44, de 17 de agosto de 2009, que regulamenta a comercialização online de produtos e serviços farmacêuticos, a venda de antibióticos e medicamentos tarja preta só pode ser realizada em lojas físicas. Isso porque pesa sobre esses produtos um rígido controle de venda que envolve, inclusive, a retenção da receita médica.

Apesar dessas restrições, a venda online de medicamentos pelos estabelecimentos físicos pode representar uma parcela significativa do faturamento do empreendimento, além de atrair e fidelizar clientes.

Prova disso é o crescimento da categoria Cosméticos e Perfumaria/Cuidados Pessoais/Saúde no e-commerce brasileiro. De acordo com o relatório WebShoppers 2015, divulgado pela E-bit com dados referentes ao ano anterior, esse segmento ocupa a segunda posição no ranking das categorias mais vendidas em 2014 no Brasil, totalizando 15% do volume das vendas.

fonte:www.sebrae.com.br